domingo, 30 de janeiro de 2011

Preconceito e discriminação

Muito se fala de igualdade,de direitos e respeito ao diferente.Mas será mesmo que colocamos isso em prática?
Essa deveria ser uma discussão nem em voga em nosso país,já que vivemos num lugar de tantas misturas e diversidades étnicas.Mas infelizmente essa é uma discussão relevante.O preconceito ainda é muito forte,e como em qualquer discriminação,independe de um porque relevante (se é que há algo que justifique tais atitudes).
Hoje discutia com uma amiga a questão de discriminação regional.A mesma é nordestina,assim como minha família materna.Essa minha amiga me disse que em diversos momentos sofreu preconceito em decorrência de seu sotaque carregado,por concluirem que o mesmo soa "feio" aos ouvidos...
Eu por muitas vezes,por me dizer filha de nordestina,e me declarar de sangue nordestino sim,apesar de ser paulista,deparei-me com olhares espantados de pessoas,que ainda chegavam a comentar,"nossa,mas apesar disso,você é tão intelectual".Pasmem!Como se nascer numa região específica de um pais e herdar um sotaque caracteristico tivesse relação com capacidade mental e intelectual.
E em relação aos negros,a maioria se diz sem preconceitos contra eles,mas se vê um negro rico,"nossa,como ele conseguiu?";ou se faz algo de errado,"ah,só poderia ser negro mesmo".Como se a cor da pele fosse uma limitação à ascensão social,ou um legado ao fracasso e marginalidade.
Em religião,ocorre o mesmo,como se a minha verdade individual fosse necessariamente a verdade absoluta do mundo.Muitas vezes quem expõe a sua doutrina é achincalhado e recebe deboche como resposta de outros,e também há os que querem impor sua doutrina, o que considero até pior.
Viver num país de liberdades reais,significa respeitar o outro,mesmo que ele não seja do jeito que gosto,mesmo que eu não o aceite,porque isso não importa, o que importa é estar disposto a ajudar a quem precisa e dar-se conta de que o valor de cada um independe de cor de pele,raça,etnia,sexo ou status social.O que importa,é que enquanto há vida, o ser humano deve ser preservado e ser levado em conta em primeiro lugar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E aí,como você está cuidando de si mesmo? E dos outros? O que tem feito em favor de uma sociedade melhor? Ou então, o que tem feito em favor das pessoas que estão ao seu redor? Família,amigos,colegas de trabalho,irmãos de igreja (caso você pratique alguma religião)?Vizinhos, você ao menos conhece ou conversa com os seus, ou os considera meros divisores de espaço na sua localidade?
Que tipo de vida vivemos? Consumista,materialista,fria,calculista,e ambicionista? Ou de pleno amor,respeito ao próximo,cidadania e empatia?
É um mundo de relacões interpessoais,de comunicação e troca de idéias? Ou de virtualização e robotização dos pensamentos e sentimentos?

E aí,quais são as suas respostas? Quais as suas conclusões acerca delas?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Notícia do dia! 17/01/11

Em carta a Dilma, Irã anuncia
que desistiu de enforcar Sakineh
Presidente criticou a postura do país asiático em relação a direitos humanos
O Irã suspendeu a pena de enforcamento contra Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma acusada de adultério e homicídio cujo caso provocou uma mobilização global, disse uma deputada iraniana, segundo relato divulgado nesta segunda-feira (17).


Sakineh foi inicialmente condenada a apedrejamento pelo crime de adultério, mas a sentença foi suspensa devido à repercussão internacional - no entanto, ainda não anulada. Ela continuava sob ameaça de morte por enforcamento, por ter sido considerada cúmplice no assassinato do marido.

Em carta à presidente brasileira, Dilma Rousseff, a deputada Zohre Elahian, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento do Irã, disse que a pena de enforcamento também foi suspensa, devido a apelos dos filhos de Sakineh.

- Embora a sentença de apedrejamento não tenha sido finalizada ainda, a sentença de enforcamento foi suspensa devido ao perdão [dos filhos dela].

Sakineh foi condenada a dez anos de prisão. Ela foi presa em 2006.

Em julho do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo a Sakineh no Brasil. O governo do Irã rejeitou a oferta, elogiando o "caráter humano e sensível" de Lula, mas alegando que ele não estava de posse de todos os fatos.

O Brasil tem boas relações com o Irã, e no ano passado tentou mediar um acordo nuclear, rejeitado por potências ocidentais.

Pela lei islâmica em vigor no Irã, o adultério pode ser punido com a morte por apedrejamento, enquanto crimes como homicídio, estupro, assalto, apostasia e narcotráfico resultam em enforcamento.

O caso de Sakineh abalou ainda mais as relações entre o Irã e o Ocidente, já prejudicadas por causa do programa nuclear iraniano, que os EUA e seus aliados temem estar voltados para o desenvolvimento de armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico das suas atividades.

A Anistia Internacional diz que o Irã é o segundo país que mais usa a pena de morte no mundo, atrás apenas da China. Em 2008, pelo menos 346 réus foram executados.

As autoridades iranianas rejeitam as acusações de abusos aos direitos humanos, e alegam estar seguindo a lei islâmica.
Tenho de ser o melhor dos seres humanos,ao ponto de entristecer-me quando um povo sofre, e ao ponto de alegrar-me quando eles obtêm conquistas.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pablo Neruda - "Não há perdão"

Hoje li uma belíssima poesia de Pablo Neruda (maior poeta Chileno,de vertente marxista) e não posso deixar de colocar aqui,texto de 1950 (do livro "Canto geral")que permanece com uma mensagem tão atual:

"Eu quero terra,fogo,pão,açúcar,farinha,
mar,livros,pátria para todos,por isso
ando errante: os juízes do traidor me perseguem
e seus aduladores tratam,como os micos
amestrados,de encharcar minha lembrança.
Fui eu com ele,com esse que preside,à boca
da mina,ao deserto da aurora esquecida,
eu fui com ele e disse a meus pobres irmãos:
Não guardareis os fios da roupa esfarrapada,
não tereis este dia sem pão,sereis tratados
como se fôsseis filhos da pátria.Agora
vamos repartir a beleza,e os olhos
das mulheres não chorarão por seus filhos.
E quando em vez de amor repartido,na noite
à fome e ao martírio lançaram a esse mesmo,
a esse que o escutou,a esse que sua força
e sua ternura de árvore poderosa entregara,
então eu não estive com o pequeno sátrapa,
mas com aquele homem sem nome,com meu
povo.
Eu quero a minha pátria para os meus,quero
a luz igual sobre a cabeleira
de minha pátria acesa,
quero o amor do dia e do arado,
quero apagar a linha que com ódio
fazem para apartar o pão do povo,
e ao que desviou a linha da pátria
até entregá-la como carcereiro,
atada, aos que pagam para feri-la,
eu não vou cantá-la nem calá-lo,
vou deixar seu número e seu nome
cravado na parede da desonra".

Sensibilidade e empatia já,meu povo!

Como é dificil colocar-me no lugar do outro,de entender suas titudes e compartilhar de seus sentimentos;não pela minha ótica,mas como se eu estivesse no lugar da outra pessoa.
Na verdade,o dificil é estar disposto a questionamentos e reflexões,pois quando exerço a empatia (que é o ato de colocar-me no lugar do outro) eu entendo o outro como ser humano,e me sensibilizo diante do seu "eu".E é justamente aí em que as barreiras apresentam-se;quando sensibilizo-me com o outro,tenho de transpor meus preconceitos,minhas idéias feitas e as minhas "verdades" absolutas,pois somente assim não caio em julgamentos - o pior defeito do ser humano.
Mas afinal,porque tneho de me sensibilizar com o outro,me preocupar com o seu sofirmento,com suas dúvidas,se tneho a minha vida para cuidar?Se tenho meus problemas para solucionar?
Porque somente asism poderemos construir um mundo melhor,tão almejado por todos´,porém na tentativa de edificação por tão poucos.Vivemos num mundo egoísta,materialista,segregado e corruptível.As desiguladades existem, e está enraizado em nós culturalmente,que melhorias só podem ser conquistadas individualmente e por méritos materiais ou que preocpuações sociais somente devem advir dos governos;esquecemos que a força coletiva é que conquista as mudanças necessárias, isso é processo histórico, e é como diz uma belíssima canção de John Lennon que traduzo aqui: "Sonho que se sonha só,é só um sonho que se sonha só,mas sonho que se sonha junto,é realidade..."
É fácil julgar ações de drogados,traficantes,prostitutas,julgar as condições dos sem instrução,dos favelados;mas e procurar saber o que vem por detrás dessas realidades, o que faz dessas pessoas serem o que são?Será que para combater os males da nossa sociedade não precisamos entrar nesses questionamentos?
Sensibilidade e empatia já,meu povo!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sustentabilidade ambiental.Nós podemos!


Quando cursava o ensino médio numa escola técnica do munícipio onde moro,optei por cursar conjuntamente,um curso de nível técnico;como sempre interessei-me por meio ambiente,inscrevi-me no curso de técnico em saneamento,profissão pouco em voga,mas muito interessante e nobre.Durante o curso,apaixonei-me pelo estudo da biodiversidade de nosso país,e muito entristeceu-me conhecer mais a fundo a degradação a que o homem tem sujeitado a natureza.
Foi um período muito bom,fiz estágios que foram experiências únicas ao conhecimento ambiental que hoje possuo,mas infelizmente auqi na região não consegui mercado para atuar nessa profissão;por isso decidi-me a fazer graduação em outra área,mais rentável,mas não sabia qual seria a mais interessante a mim.
O que iluminou-me foi a leitura de um conjunto de pesquisas entitulado "A Amazônia e o desenvolvimento sustentável",publicado pela Embrapa,livro que foca nas questões econômicas da sustentabilidade ambiental.Pesquisei mais a fundo sobre o assunto e decidi-me por fazer graduação em Ciências Econômicas,motivada também por meu gosto em estudos de História e Política.
Ao final da graduação,defendendo minha tese de monografia,verifiquei que a questão sustentabilidade não é atual como o parece;a própria Ciência Econômica surgiu da necessidade de encontrar-se soluções frente a escassez de alimentos e a finitude dos recursos naturais,necessários a sobrevivência humana.
Porém,concluí também,que para uma sociedadetornar-se sustentável, é preciso condicionar desenvolvimento à conservação dos recursos já existentes, e construir novas tecnologias que gerem menores impactos ambientais.
Algumas medidas são tomadas por todo o mundo,ongs trabalham atovamente para a conscientização do povo, conferências são realizadas e leis promulgadas;mas ainda é muito pouco,perante o problema que temos pela frente.
O desenvolvimento sustentável é possível,mas não dentro do consumismo capitalista e da corrupção dos governos.É preciso que esse sistema que objetiva o lucro exacerbado e o dinheiro a qualquer preço,conscientize-se de que nada disso terá valor quando não houver mais o que ser explorado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Profissão: Professor de fé



Todos os dias me pergunto como cheguei a profissão em que atuo hoje, e se estou no caminho certo.Constato que diversas situações e fatores me levaram a prática docente, e concluo que eu nada escolhi,mas que na verdade,fui escolhida.
Desde pequena,me fascino pelo aprender e pelo ensinar, sempre acreditei que cada coisa nova apreendida e que cada saber ensinado,atuam na contrução dessa grande teia de conhecimento que é a vida.
Não digo que sonhava em ser uma educadora,nunca me considerei uma pessoa dinâmica e comunicativa,mas sempre procurei oportunidades de compartilhar meus conhecimentos,porque acredito que nenhum saber individual tem valor se não puder ser um saber coletivo.
Como pessoa crítica da sociedade,encontrei na escrita,nas conversações e nos debates,situações propicias à procura de mudanças; e no âmbito da sala de aula,até então como aluna,principalmente em minha graduação,encontrei o local ideial para expor minhas idéias.
Até o fim da graduação,trabalhei em empresas,sempre em área administrativa;mas nunca sentia-me feliz,não me via completa fazendo aquilo durante toda a minha vida profissional,na verdade não encontrava sentido em todas as minhas obrigações, a não ser o financeiro.
Por outro lado,nos estudos,meus sonhos socialistas afloravam cada vez mais;tanto que ao término da graduação,me propus a lecionar a adolescentes carentes,assistidos por um projeto social da igreja católica de Jundiaí. Lecionei nesse projeto durante 1 ano,sem remuneração alguma, e justamente num período em que fiquei desempregada.Fiz o que chamam de "das tripas,coração" para me manter nesse projeto,pois eram momentos muito maiores do que o processo de ensino em si;aqueles jovenzinhos,muitos com ares ainda infantis,precisavam crer que tinham oportunidades na vida,de que seriam capazes diante de sua realidade,muitas das vezes dificil no âmbito familiar.
Nessa dificil experiência,mas que ensinou-me muito,vivenciei o processo educacional muito além do ensinar algum ofício ou teorias,vivenciei o ser professor num sentido de professar a minha fé no homem como ser social transformador, que o exerce a cada dia a partir de novas experiências,aprendendo a reconhecê-las;é aí que o educador entra,na condição de conscientizador acerca do mundo,independente do que ele lecione.
O que peço toda noite a Deus,antes de dormir,é que Ele não me deixe desacreditar no poder de transformação das palavras, e que a cada dia,Ele me dê o dom de aprender e de ensinar.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Renda igualitária,uma questão social



Hoje ouvi o seguinte comentário,que tomo como base para o raciocínio de hoje:"O Brasil é um ótimo lugar para viver-se,quando se tem dinheiro.Se você nasce pobre,pode preparar-se para viver a reclamar, e o pior,nada mudará".
É esse o sentimento que muitas vezes observamos nas pessoas, e isso levando em consideração que vivemos num país de um povo otimista,que se vira como pode para sobreviver.
Não tem emprego?Vamos para o trabalho informal,que consiste em 15,3 milhões de trabalhadores(28,2% do total de empregados), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conseguiu emprego formal?Mas os salários são baixos,Uma pesquisa feita em 2003 pelo IBGE comprova que 23% de 100% dos brasileiros com 10 anos de idade ou mais, ocupadas, recebe até 1 salário mínimo, outros 17,1 % ganham mais de 1 a 2 salários mínimos, 8,6% ganham de 2 a 3 salários mínimos, 7,1% ganham mais de 3 a 5 salários mínimos, 4,6% ganham mais de 5 a 10 salários mínimos, 2,1% ganham mais de 10 a 20 salários mínimos e 0,9% mais de 20 salários. Isso mostra que o Brasil tem uma desigualdade muito grande em relação as rendas das famílias.No Brasil em 2010, a média das famílias é de 4 pessoas,para serem sustendadas com essa média salárial.Isso sem contar os aposentados,que com mais da metade do valor da aposentadoria tem de pagar suas medicações e com o restante,ajudar as famílias de seus filhos,pois os mesmos não tem emprego estável (A taxa de desemprego, avaliada pelo IBGE, chegou a 7,2% no primeiro mês de 2010, mostrando um aumento de 0,4% em relação à dezembro de 2009.) e como a renda do idoso é fixa...
E o nosos jovem,tem de trabalhar desde os 16 anos para ajudar na renda familiar, e ainda tem de estudar,e escolas precárias,onde muitas vezes nem aulas têm, ou por falta de professores,ou porque a violência os impede de ir a escola, é a melhor opção ficar em casa.
E por aí vai,formação escolar deficiente,vestibular, e adeus sonho de fazer-se curso superior,não tme como competir com quem paga cursinho pré-vestibular e estudou durante 11 anos em escolas particulares, aprendendo desde matemática e português,até francês e música!
Nosso Nordeste,porque até aqui apresentei mais a realidade do sudeste do Brasil,mais especificamente o nosso sertão, que é onde a desigualdade é a mais acentuada em tudo,onde um programa como o Bolsa família (do qual já falei aqui)faz um grande diferença na vida de muitas famílias,chegando a elevar o patamar do sue nível social.Sim!Porque até então,muitas famílias não tinham praticamente nada,ou se tinham,era baseado numa agricultura de subsistência prejudicada,pelas constantes estiagens.E nesses momentos,como se alimentavam?Sem considerar outras necessidades básicas de todo ser humano,como vestimenta,higiene,saneamento,moradia...artigos de luxo.
enfim,que abramos nossas mentes para refletir que a afirmação inicial que citei no hoje é uma verdade,mas não necessariamente precisa,e nem pode, ser o nosso futuro.
Mantenhamo-nos atualizados sobre a nossa realidade,sejamos críticos e nos demos a participar e propor soluções à sociedade,desde nosso bairro até nosso município.Mudemos por meio de nosso voto eleitoral,busquemos sair da ignorância que a mídia,principalmente a televisiva,nos impõe.
Não digo que todos nós um dia seremos ricos, e que viveremos num pais igualitário,seria utopia,já que vivemos sob o "manto" do capitalismo, que só compreende o mais forte economicamente sobre os desfavorecidos,para sobreviver.Mas digo que podemos ser esses desfavorecidos que juntos,podem sair da ignorância que não nos deixa enxergar nossa condição, e a partir daí,lutar e dozer não a inércia que nos paralisa, e deixar de sermos fantoches que ou creêm que tudo está bem como está,ou que acham que nada pode ser feito,porque isso sim,faz as coisas continuarem como estão, e do jeito que a galera da "bufunfa" gosta.

Brasil: 01/01/11 - A Presidente

Dia importante e histórico à nação brasileira,e quiça ao mundo moderno.Mas por quê?
Primeiro tomando como partida o título,nesse dia demos um passo a frente na democracia de nosso País,no que visa a igualdade,seja ela de raça,cor,ou sexo.
Por sua constituição original,o termo democracia significa "governado pelo povo", e o povo somos todos nós,independentemente de toda a carga histórica que vem por detrás,não deve permitir diferenciações entre os seres humanos.
Falar que uma mulher no poder maior de um país não condiz com mudanças concretas ao povo,além de rincha entre sexos, seria de uma ingenuidade tamanha,que aproxima-se de ignorância histórica,e até mesmo moderna.
Daí novamente o termo moderno,para mostrar que uma mulher Presidente de um país "subdesenvolvido" não significa pouco,assim como as cotas para negros em universidades também não o são.São processos paliativos,porém um começo gradativo de correção histórica (como no caso da escravatura para os negros, e da submissão social para as mulheres),e também têm sentido atual e futuro de influência mundial a mudanças políticas e sociais significativas.
Os dados do chamado mundo moderno (ocidental) são relevantes para essa discussão: Apesar de serem 192 os Estados com assento nas Nações Unidas e a maioria serem repúblicas, o ano 2011 começa com apenas nove mulheres, por todo o mundo, no posto de presidente da república, o total de nove mulheres no cargo presidente da república é atingido precisamente neste 1º de Janeiro, com a posse de Dilma Rouseff, no Brasil. Os outros oito países que têm uma mulher na presidência são: a Libéria (Ellen Sirleaf que, em 2005, se tornou a primeira mulher eleita presidente de um país africano), a Finlândia (Tarja Halonen, eleita em 2006), a Argentina (Cristina Kirchner, desde 2007), a Índia (Pratibha Patil, também desde 2007), a Irlanda (Mary McAleese, eleita em 1997 e reeleita em 2004), a Lituânia (Dalia Grybauskaite, em funções desde 2009), a Costa Rica (Laura Chinchila, eleita em 2010) e a Suiça, onde a presidência da Confederação é renovada todos os anos e, neste 1 de Janeiro de 2011,a socialista Micheline Calmy-Rey sucede a Doris Leuthard.
No Brasil,ainda,As mulheres estudam mais e são responsáveis financeiramente por um número cada vez maior de lares. Apesar disso, os institutos de pesquisa do país mostram que elas ainda ocupam menos postos que os homens e têm salários mais baixos, mesmo quando desempenham a mesma função. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a participação da mulher na População Economicamente Ativa (PEA) aumentou 2,5%, em 2003, contra 1,6% dos homens. A taxa de atividade feminina no mercado de trabalho, porém, permaneceu inferior à masculina, 50,7% contra 72,9%.
Pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) realizada na Grande São Paulo, mostrou que a taxa de participação das filhas no mercado de trabalho cresceu 2,5% em 2004, passando de 53,3% do total do segmento para 54,6%. As esposas aumentaram em 0,7% sua participação, passando de 55,4% para 55,8%, mas a participação das chefes de família diminuiu 1,1%, passando de 60,3% para 59,6%.Sem contar a participação feminina no trabalho informal no país.
Isso tudo,sem entrarmos muito no mérito do mundo oriental,onde as mulheres são a pária da sociedade,sem direitos e voz alguma, e onde esse momento da democracia brasileira é algo muito distante,o que constato com muita infelicidade.
Por tudo isso, e por muito mais, se reflexionarmos melhor,esse é um dia muito importante à nação brasileira, e isso não é um discurso feminista,mas sim pensamentos de cunho humanista.