domingo, 12 de julho de 2009

Absurdo

"Havia tanto para lhe contar,
a natureza,
mudava a forma, a história
e o lugar;
era absurdo.
Havia tanto a lhe mostrar,
era tão belo;
mas olha agora o estrago
em que está.

tapetes fartos de folhas
e flores,
o chão do mundo se
varre aqui;
essa idéia do natural
ser sujo;
do inorgânico não se faz.
Destruição é reflexo do humano,
se a ambição desumana ser.
Essa imagem infértil
do deserto,
nunca pensei que
chegasse aqui...

Algo destrutivo faz suas vítimas
nos sinais;
Havia tanto para aproveitar,
sem poderio;
tantas histórias tantos sabores,
capins dourados,
havia tanto para respirar,
era tão fino,
naqueles rios a gente banhava.

Desmatam tudo e reclama
do tempo,
que irônia conflitante ser,
desequilibrio que alimenta
as pragas,
alterado grão, alterado pão.
Sujamos rios, dependemos
das águas,
tanto faz os meios
violentos.

Luxúria, é a ética, do
pedaço vivo.
Morto por dinheiro.
Flores, tantas flores,
que tras beleza,
foram-se.
Verses e estrelas,
tanta falta,
porque eu não vi.

falsos, tens progressos,
com a mãe, ingratidão.
Deram o galinheiro,
para a raposa
vigiar.

"Vanessa da Mata"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sim podemos!

Podemos reduzir os níveis de desigualdade de nosso país para que possamos colher os frutos que recompensam sociedades mais igualitárias?
Implementar as políticas fiscais e sociais necessárias para nos transformarmos num país mais igualitário é, portanto, uma questão de vontade política. Parafraseando o novo presidente americano, a resposta é: "Sim, podemos!".

Sustentabilidade ambiental

O desenvolvimento sustentável ao nível global e especificamente brasileiro, só é possível se houverem mudanças drásticas no modelo capitalista vigente.
A degradação ambiental só diminuirá e poderemos ter uma idéia de preservação, se os interesses de acumulação do capitalismo passarem a ter dimensões menores, e que haja real consciência do futuro breve e devastador que o meio ambiente terá, caso pequenas e grandes medidas à favor da preservação ambiental não sejam tomadas agora. Já em relação à Amazônia, o imprescindível é o investimento em ciência, tecnologia e em educação no país, principalmente no que diz respeito aos habitantes da região amazônica.
Por fim, pode até ser utopia romper com o sistema econômico vigente para que se preserve os bens naturais do planeta, mas se não forem tomadas providências urgentes quanto à preservação do ambiente natural em que estamos inseridos hoje, amanhã nossos netos nem saberão o que é ambiente natural.


Finalmente, fica-nos um questionamento, conforme propõe o economista Gilberto Dupas:“Há, pois, fortes evidências de que a civilização está em xeque. Urge aos governos e às instituições internacionais tomarem medidas preventivas drásticas imediatas em nome dos óbvios interesses dos nossos descendentes. Mas, como fazê-lo, se o modelo de acumulação que rege o capitalismo global exige contínuo aumento de consumo e sucateamento de produtos, acelerando brutalmente o uso de recursos naturais escassos? O dilema é ao mesmo tempo simples e brutal: ou domamos o modelo ou envenenamos o planeta, sacrificando de vez a vida humana saudável sobre a terra”.