terça-feira, 28 de junho de 2011

Mas que seja juventude

"Ainda acredito nas flores vencendo canhões.
Ainda acredito no amor como caminho de paz.
Ainda acredito na vida, mesmo em meio a esse mundo.
Ainda acredito, já sem utopias, no poder de
transformação das palavras.
Ainda acredito no Brasil, mesmo em meio a falta de
oportunidades ao povo.
Ainda acredito na luta diária, na educação,
nos bons principios.
Ainda acredito nos meus sonhos de menina,
mesmo desacreditados por outrem.
Ainda acredito que é na descrença em si,
que encontramos as respostas e forças
para seguir em frente.
Ainda acredito,
talvez por juventude.
Mas que seja juventude da minha alma."

Ainda acredito nas flores vencendo canhões...

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria ou viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.