quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De olho nas eleições gente!

Faltam menos de 40 dias para irmos as urnas votar e escolher nossos representantes municipais. É momento de sermos críticos, observadores e cidadãos conscientes.

Não nos deixemos levar por promessas vãs e demagogia!

E adquiramos o hábito de no pós eleições, cobrar os novos representantes por melhorias necessárias ao povo.

Política é a gente quem faz, se não está bom do jeito que está, as mudanças somente cabem a nós.

Não se interessa? Passivamente das margem à dominação.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Constatação

Ainda não alcancei o topo do que almejo;alguns me consideram um fracasso e outros, um potencial. Mas o fato é que a cada dia me torno mais observadora,mais calejada,mas também mais humana, ao passo de que não sou perfeita, mas também não sou vítima...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ética: será que temos?

Ética é um conjunto de valores de uma sociedade, resultante de seus valores culturais, moral, político e religioso.
É fazer o certo, agir corretamente em qualquer situação, é ter empatia, se colocar no lugar do próximo, para não prejudicá-lo. É se perguntar: Quais consequências trará?

Todo ser ético sabe que é preciso ser um  cidadão consciente, atuante, esclarecido, crítico. É o saber se colocar, inserir na sociedade em que vive em benefício dos demais, tendo a consciência de que suas  mesmo que pequenas ações, agregam para se fazer a diferença no âmbito social.

Sempre indago meus alunos sobre quais são as ações do cidadão ético, e eles geralmente respondem que são os atos de não roubar, não matar, não ser mal educado e fazer algum tipo de serviço social; e num exercício de reflexão, pergunto se por exemplo eles costumam comprar, ou se já compraram alguma vez, CD/DVD pirateados; ao que todos respondem que sim, de maneira natural, como sendo uma atitude óbvia. É daí que questiono, mas será que isso é ético?

Ajudar a financiar a pirataria gera diversas consequências maléficas à sociedade, como por exemplo a sonegação de impostos, o financiamento do tráfico de intorpecentes e o de armas, que estão na maioria das vezes, atrelados a essa prática desonesta.

O que podemos concluir, portanto, que ser ético, justo, moral, não é tão simples e mensurável como se imagina. É um exercício diário de superação, de motivação a oferecer sempre o seu melhor, independente de qualquer justificativa, e ainda mais, independente de toda a corrupção que nos cerca, afinal, isso não nos permite sermos complacentes ao ponto de deixarmos tudo como está, ou pior, de sermos como eles.

Bem, as eleições estão aí, essa é sempre a nossa chance de mudar...



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Chaupezinho amarelo

"Era a Chapeuzinho Amarelo.


Amarelada de medo.

Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.



Já não ria.

Em festa, não aparecia.

Não subia escada, nem descia.

Não estava resfriada, mas tossia.

Ouvia conto de fada, e estremecia.

Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.



Tinha medo de trovão.

Minhoca, pra ela, era cobra.

E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.



Não ia pra fora pra não se sujar.

Não tomava sopa pra não ensopar.

Não tomava banho pra não descolar.

Não falava nada pra não engasgar.

Não ficava em pé com medo de cair.

Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.

Era a Chapeuzinho Amarelo…



E de todos os medos que tinha

O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.

Um LOBO que nunca se via,

que morava lá pra longe,

do outro lado da montanha,

num buraco da Alemanha,

cheio de teia de aranha,

numa terra tão estranha,

que vai ver que o tal do LOBO

nem existia.



Mesmo assim a Chapeuzinho

tinha cada vez mais medo do medo do medo

do medo de um dia encontrar um LOBO.

Um LOBO que não existia.



E Chapeuzinho amarelo,

de tanto pensar no LOBO,

de tanto sonhar com o LOBO,

de tanto esperar o LOBO,

um dia topou com ele

que era assim:

carão de LOBO,

olhão de LOBO,

jeitão de LOBO,

e principalmente um bocão

tão grande que era capaz de comer duas avós,

um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz…

e um chapéu de sobremesa.



Finalizando…



Mas o engraçado é que,

assim que encontrou o LOBO,

a Chapeuzinho Amarelo

foi perdendo aquele medo:

o medo do medo do medo do medo que tinha do LOBO.

Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.

Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo.



O lobo ficou chateado de ver aquela menina

olhando pra cara dele,

só que sem o medo dele.

Ficou mesmo envergonhado, triste, murcho e branco-azedo,

porque um lobo, tirado o medo, é um arremedo de lobo.

É feito um lobo sem pelo.

Um lobo pelado.

O lobo ficou chateado.



Ele gritou: sou um LOBO!

Mas a Chapeuzinho, nada.

E ele gritou: EU SOU UM LOBO!!!

E a Chapeuzinho deu risada.

E ele berrou: EU SOU UM LOBO!!!!!!!!!!



Chapeuzinho, já meio enjoada,

com vontade de brincar de outra coisa.

Ele então gritou bem forte aquele seu nome de LOBO

umas vinte e cinco vezes,

que era pro medo ir voltando e a menininha saber

com quem não estava falando:

LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO



Aí, Chapeuzinho encheu e disse:

"Pára assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!"

E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava, já não era mais um LO-BO.

Era um BO-LO.

Um bolo de lobo fofo, tremendo que nem pudim, com medo de Chapeuzim.

Com medo de ser comido, com vela e tudo, inteirim.

Chapeuzinho não comeu aquele bolo de lobo,

porque sempre preferiu de chocolate.



Aliás, ela agora come de tudo, menos sola de sapato.

Não tem mais medo de chuva, nem foge de carrapato.

Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato,

Trepa em árvore, rouba fruta, depois joga amarelinha,

com o primo da vizinha, com a filha do jornaleiro,

com a sobrinha da madrinha

e o neto do sapateiro.



Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira.

E transforma em companheiro cada medo que ela tinha."

                                                                                        Chico Buarque de Holanda