quarta-feira, 3 de julho de 2013

O preço do amanhã

Assisti ontem ao filme "O preço do amanhã" e achei muito interessante a abordagem sobre o tempo como moeda corrente num futuro próximo. 
Se visualizarmos a relação da sociedade hoje com o dinheiro - capitalismo - veremos que temos um sistema exatamente como o apresentado no filme: injusto, desumano e sem um porque.
Recomendo!

sábado, 22 de junho de 2013

O inimigo

"O inimigo de nossa sociedade é invisível...é a corrupção"
Palavras de meu sábio pai, que eu reflito e concluo...

A doença de nossa sociedade é a corrupção e os problemas decorrentes dela são sociais, políticos e econômicos.
As consequências são cidadãos descontentes, sofríveis e ignorantes (no sentindo de informações, do saber em si sobre sua realidade e ao seu redor); desigualdade social e dificuldades econômicas.

A corrupção é algo enraizado em nós, somos anti-éticos em muito (como já escrevi anteriormente em outro post) e os políticos são reflexo do que somos enquanto cidadãos.

Precisamos ser corretos, justos, lutadores, éticos e críticos - não somente diante da prática de outros - mas diante de nossa prática também, de como temos sido enquanto sociedade, enquanto povo.

Somente assim as mudanças substanciais ocorrerão e promoveremos a revolução em si.

Viva la revolucion!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Estudos - Jean Piaget

“O que se aprende nada mais é do que o conjunto das diferenciações devidas à acomodação, fonte de novos esquemas em função da diversidade crescente dos conteúdos”.
“Aprendizagem e conhecimento” parte 1 Jean Piaget

“A inteligência é um caso particular da adaptação biológica... todo e qualquer ato de inteligência supõe um sistema de implicações mútuas e de significações solidárias”.
“O nascimento da inteligência na criança” Jean Piaget

“A imitação é sempre u m prolongamento da inteligência, mas no sentido de uma diferenciação em função de novos modelos”.
“A inteligência tende a um equilíbrio permanente entre a assimilação e a acomodação, ao passo que a imitação prolonga a acomodação submetendo a assimilação”.
“... o brinquedo é essencialmente assimilação – funcional ou reprodutora; assimilação predominante sobre a acomodação”.
“... o jogo (brinquedo) constitui, com efeito, uma transposição simbólica que sujeita as coisas à atividade do indivíduo, sem regras, nem limitações. Logo, é assimilação quase pura...enfim, com a socialização da criança, o jogo (brinquedo) adota regras e adapta cada vez mais a imaginação simbólica aos dados da realidade, sob a forma de construções ainda espontâneas, mas imitando o real”.
“... a imitação prolonga a acomodação, o jogo (brinquedo) prolonga a assimilação e a inteligência reúne-as sem interferências que compliquem essa situação simples”.
“O brinquedo de regras (jogo), que também é assimilação do real ao eu, constitui “uma função vital do pensamento à medida que o indivíduo se socializa”; constitui também um equilíbrio entre a assimilação ao eu e à vida social, ao mesmo tempo que marca a superação do brinquedo infantil no sentido do jogo adulto”.
“A formação do símbolo na Criança” Jean Piaget

“Fazer: Compreender em ação uma dada situação em grau suficiente para atingir os fins propostos;
Compreender: Conseguir dominar, em pensamento, as mesmas situações até poder resolver os problemas por elas levantados, em relação ao porquê e ao como das ligações constatadas e, por outro lado, utilizadas na ação”.
“Fazer e compreender” Jean Piaget


“Pensar é agir sobre o objeto e transformá-lo...pensar não se reduz em falar e nem mesmo em abstrair, mas em agir para produzir e reproduzir”.
“Problemas de psicologia genética” Jean Piaget

“O homem é um ser essencialmente social, impossível, portanto, de ser pensado fora do contexto da sociedade em que nasce e vive. Em outras palavras, o homem não social, o homem visto como imune aos legados da história e da tradição, este homem não existe... desde o nascimento, o desenvolvimento intelectual é, simultaneamente, obra da sociedade e do indivíduo...a personalidade é, pois, uma coordenação da individualidade com o universal”.
“Teorias psicogenéticas em discussão” Piaget, Vygotsky, Wallon.

“... os jogos coletivos de regras são paradigmáticos para a moralidade humana...representa uma atividade interindividual necessariamente regulada por certas normas...o respeito a elas tem em si caráter moral... tal respeito provém de mútuos acordos entre jogadores, e não de mera aceitação de normas impostas por autoridades estranhas à comunidade de jogadores”.
“Para Piaget, a inteligência humana deve ser entendida como um sistema cognitivo, sistema este ao mesmo tempo aberto e fechado; aberto no sentido em que se alimenta, através da ação e da percepção do sujeito, de informações extraídas do meio social e físico; e fechado no sentido em que o sistema em questão não se confunde com uma página em branco, mas é, sim, dotado de capacidade de organização (ciclos)”.

“Os pensadores – Piaget”

Tentativa e erro

Em nossa sociedade o ato de errar é muito repreendido pelas pessoas, como se o tentar e errar fosse um dos maiores pecados a se cometer.
Nós seres humanos somos falhos e passíveis ao erro, porque vamos evoluindo e aprendendo com o tempo, através das experiências adquiridas e vivências.
E como isso ocorre? Por meio dos sucessos e também dos fracassos. Onde temos a oportunidade de revisitar nossa prática e visualizar potenciais e fraquezas.

Daí a importância do tentar, errar, observar, corrigir e tentar novamente. Isso é processo de amadurecimento:


Método da tentativa e erro:
Método - Organizar do pensamento

"Esse método incentiva nossa disponibilidade interna de arriscar-se e de considerar o erro como possibilidade de aprendizagem".

Etapas:
- Tentativa (arriscar-se para iniciar um movimento);
- Cometer um erro;
- Corrigir um erro (observar e  avaliar onde e como se errou);
-  Tentar novamente (já corrigindo o erro cometido anteriormente).

Em que situações de nossas vidas podemos (ou devemos) utilizar desse método?





Manifestações Brasil afora...

Manifestações pacifistas sim, tem meu total apoio - pena não poder estar presente. O mundo capitalista me "obriga" a estar trabalhando das 8hs as 22hs, para pagar as contas e fazer meu futuro em particular.
Mas o futuro do Brasil, da nossa nação como um todo é dever de todos nós, nos mobilizando e propondo mudanças - políticas e econômicas no momento do votar e posteriormente - cobrando, manifestando e fiscalizando as práticas dos governantes.
Como diz-se numa expressão: Nós temos a "faca e o queijo" nas mãos...então, mudemos!

Método da escada

Assim como numa escada, em nossas vidas devemos ir um degrau de cada vez, vislumbrando a cada passo uma superação, e maior aproximação do objetivo almejado.
Paciência, planejamento, otimismo e ações efetivas nos levam ao alcance dos desejos e sonhos!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Conscientização

Em processo de estudo agora acerca dos pensadores em educação, estou em leitura de uma ótima bibliografia: "O caminho da aprendizagem em Jean Piaget e Paulo Freire".
Aborda toda a temática do caminho da aprendizagem, segundo os estudos desses dois pensadores, desde a criança recém nascida até o adulto.

Ainda estou em leitura, mas no segundo capítulo "A representação como condição da tomada de consciência das ações", ao falar do processo de conscientização, dos níveis de consciência e  de defasagens, 2 tipos de conscientizações me chamaram muito a atenção, por infelizmente, o primeiro ser bem mais forte e arraigado na sociedade brasileira (o que é extremamente prejudicial) do que o segundo (que resultaria em cidadãos mais saudáveis e numa sociedade mais eficiente e justa).

Paulo Freire era um estudioso/pensador consciente e continua muito atual, principalmente no que se refere a nossa realidade cultural e educacional.



Qual o seu tipo de consciência?


Consciência semi-intransitiva


"...tende a interpretar os problemas ou os desafios de forma simplista, pois não possuí instrumental cognitivo para distanciar-se suficientemente da realidade, para objetivá-la e criticá-la...considera que o passado foi melhor, facilmente desenvolve formas de fanatismo, atraí-se por formas massificadoras de comnportamento...quando discute, não procura a verdade; procura, antes, impor aos outros sua onisciência por meio de palavreado vazio, de argumentos frágeis, vazios de criticidade...a verdadeira verdade não é sua, mas a que vem de fora, do dominador; verdade mais elaborada, fora do seu alcance porque estruturada por outra cultura; perante essa verdade a consciência ingênua se cala, se submete, se sente impotente, surge daí a "cultura do silêncio"".



Consciência transitivo-crítica

"...busca da verdadeira causalidade dos fenômenos sociais, pela profundidade na interpretação dos problemas que vive...faz cultura e tem consciência histórica dessa sua ação; para além do mero ato reflexo, assimila criticamente a realidade; na multiplicidade de relações que o determinam, tem consciência da sua singularidade; cria e recria o real na consciência das dimensões espacial, temporal e causal deste e decide sobre as suas ações. Numa palavra, é sujeito, não mais objeto".



Livro "Conscientização", Paulo Freire