segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fime: A última estação

Filme que retrata a velhice e trabalho - grandes obras e pensamento social do escritor leo Tolstoi.
Vale a pena conferir, os dois lados da vida desse gênio: de um lado sua família de posses e riquezas e de outro o seu ideal de uma vida simplista e justa em sociedade.
Onde não há exatamente o "bom" e o "mal", mas sim o mais coerente. Provando que o radicalismo, independente de que parte advém, não é a melhor escolha, mas sempre a sensatez.

Vale muito ver o filme e ler mais sobre esse autor e suas obras, como "Guerra e paz".

A aristocracia econômica

"A intelligentzia do capital financeiro tupiniquim, serva dos interesses externos mas altaneira por aqui, depois de sua passagem pelo poder público, faz a farra no setor privado. os mais conformistas diriam que a vida (ou o capitalismo) é assim mesmo. o problema é que eles insistem em pregar meta de inflação de 2%, conversibilidade do real e a forte redução do nosso Estado do bem Estar Social.
Torna-se assim, necessária, quase um serviço de utilidade pública, uma sistematização antropológica desse grupo social, que combina teorias ditas modernas com um primitivismo ideológico rotundo.
São pré-keynesianos e pré-republicanos. creêm-se no século XXI, mas vivem no século XIX, padecendo de uma espécie de autismo temporal. são todos "cariocas", não por origem, mas por se socializarem na capital do império, tendo em Dom pedro II, o cosmopolita, a sua referência máxima. vivem de papel, como os insetos - serão uma praga? - e batem continência para Wall Street e para a City londrina. falam inglês quase sem sotaque. Caio Prado, celso Furtado e Ignâcio rangel são iguarias exóticas para o seu paladar refinado.
Nossos aprendizes de manuais produzem insaciavelmente papers com os ritos que Lévi-Strauss flagrou no Brasil do século XX."

Desabafo...

Vivemos numa sociedade de hipocrisias, onde cada pessoa aponta os erros e defeitos da outra.
Mas todos nós não erramos?
E a palavra que Cristo escreveu na terra: “atire a primeira pedra aqui quem nunca pecou”. E porque depois disso todos recuaram e desistiram de apedrejar a mulher acusada de adultério?
E as traições que cometemos dia-a-dia para conosco mesmos, vivemos conforme o que os outros designam para nós e conforme o que a sociedade diz que deve ser.
E os roubos que cometemos e as mentiras que dizemos a todo momento, somente para agradar aos outros, ou pior, pensando que estamos nos agradando?
A falta de ética por parte do ser humano é algo incrível, e ainda dizemo-nos civilizados e seres sociais. Será que o somos mesmo?
Vivemos na sociedade do quem ganha mais pode mais, e isso não diz respeito somente a dinheiro, mas também a status, posição social, detentores do conhecimento e da falsa esperteza, que é a de se dar bem em vista da ignorância do outro.
Quero ser livre das amarras dessa sociedade hipócrita, e desejo que não sofram mais os que conseguem enxergar as correntes e não vêem perspectivas lógicas para desvencilhar-se delas; e desejo que possam vir a enxergar, os que as tem como invisível, ou mesmo como parte da lógica do viver em sociedade.
Quero ser eu mesma, e não outrem, e que ninguém me diga o que tenho de fazer sem eu saber , ou sem me explicar o porque, e eu entrar em concordância com isso. E se eu fizer algo para agradar a alguém, que seja pela minha plena vontade, conscientemente!
Já li que a hipocrisia social é importante para manter-se o bom convívio em sociedade. Mas que sociedade é essa em que meias verdades são necessárias, e manter-se a “pose” apesar dos pesares é o que está “valendo”?
Precisamos dizer o que pensamos, propor mudanças, mudar o nosso próprio mundo, para que posteriormente, mudemos a nação.
A hipocrisia social esconde as nossas deficiências como ser humano, deficiências essas inerentes a nossa natureza. E como eu escrevi no início, todos cometemos erros, todos temos pecados.
Então, ao invés de esconder os nossos debaixo do tapete e acusar os outros, que tal fazermos uma “faxina interna”, uma auto análise e propor coisas novas, benefícios para si mesmo e para com a sociedade?