segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A aristocracia econômica

"A intelligentzia do capital financeiro tupiniquim, serva dos interesses externos mas altaneira por aqui, depois de sua passagem pelo poder público, faz a farra no setor privado. os mais conformistas diriam que a vida (ou o capitalismo) é assim mesmo. o problema é que eles insistem em pregar meta de inflação de 2%, conversibilidade do real e a forte redução do nosso Estado do bem Estar Social.
Torna-se assim, necessária, quase um serviço de utilidade pública, uma sistematização antropológica desse grupo social, que combina teorias ditas modernas com um primitivismo ideológico rotundo.
São pré-keynesianos e pré-republicanos. creêm-se no século XXI, mas vivem no século XIX, padecendo de uma espécie de autismo temporal. são todos "cariocas", não por origem, mas por se socializarem na capital do império, tendo em Dom pedro II, o cosmopolita, a sua referência máxima. vivem de papel, como os insetos - serão uma praga? - e batem continência para Wall Street e para a City londrina. falam inglês quase sem sotaque. Caio Prado, celso Furtado e Ignâcio rangel são iguarias exóticas para o seu paladar refinado.
Nossos aprendizes de manuais produzem insaciavelmente papers com os ritos que Lévi-Strauss flagrou no Brasil do século XX."

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