domingo, 12 de julho de 2009

Absurdo

"Havia tanto para lhe contar,
a natureza,
mudava a forma, a história
e o lugar;
era absurdo.
Havia tanto a lhe mostrar,
era tão belo;
mas olha agora o estrago
em que está.

tapetes fartos de folhas
e flores,
o chão do mundo se
varre aqui;
essa idéia do natural
ser sujo;
do inorgânico não se faz.
Destruição é reflexo do humano,
se a ambição desumana ser.
Essa imagem infértil
do deserto,
nunca pensei que
chegasse aqui...

Algo destrutivo faz suas vítimas
nos sinais;
Havia tanto para aproveitar,
sem poderio;
tantas histórias tantos sabores,
capins dourados,
havia tanto para respirar,
era tão fino,
naqueles rios a gente banhava.

Desmatam tudo e reclama
do tempo,
que irônia conflitante ser,
desequilibrio que alimenta
as pragas,
alterado grão, alterado pão.
Sujamos rios, dependemos
das águas,
tanto faz os meios
violentos.

Luxúria, é a ética, do
pedaço vivo.
Morto por dinheiro.
Flores, tantas flores,
que tras beleza,
foram-se.
Verses e estrelas,
tanta falta,
porque eu não vi.

falsos, tens progressos,
com a mãe, ingratidão.
Deram o galinheiro,
para a raposa
vigiar.

"Vanessa da Mata"