sábado, 8 de janeiro de 2011

Brasil: 01/01/11 - A Presidente

Dia importante e histórico à nação brasileira,e quiça ao mundo moderno.Mas por quê?
Primeiro tomando como partida o título,nesse dia demos um passo a frente na democracia de nosso País,no que visa a igualdade,seja ela de raça,cor,ou sexo.
Por sua constituição original,o termo democracia significa "governado pelo povo", e o povo somos todos nós,independentemente de toda a carga histórica que vem por detrás,não deve permitir diferenciações entre os seres humanos.
Falar que uma mulher no poder maior de um país não condiz com mudanças concretas ao povo,além de rincha entre sexos, seria de uma ingenuidade tamanha,que aproxima-se de ignorância histórica,e até mesmo moderna.
Daí novamente o termo moderno,para mostrar que uma mulher Presidente de um país "subdesenvolvido" não significa pouco,assim como as cotas para negros em universidades também não o são.São processos paliativos,porém um começo gradativo de correção histórica (como no caso da escravatura para os negros, e da submissão social para as mulheres),e também têm sentido atual e futuro de influência mundial a mudanças políticas e sociais significativas.
Os dados do chamado mundo moderno (ocidental) são relevantes para essa discussão: Apesar de serem 192 os Estados com assento nas Nações Unidas e a maioria serem repúblicas, o ano 2011 começa com apenas nove mulheres, por todo o mundo, no posto de presidente da república, o total de nove mulheres no cargo presidente da república é atingido precisamente neste 1º de Janeiro, com a posse de Dilma Rouseff, no Brasil. Os outros oito países que têm uma mulher na presidência são: a Libéria (Ellen Sirleaf que, em 2005, se tornou a primeira mulher eleita presidente de um país africano), a Finlândia (Tarja Halonen, eleita em 2006), a Argentina (Cristina Kirchner, desde 2007), a Índia (Pratibha Patil, também desde 2007), a Irlanda (Mary McAleese, eleita em 1997 e reeleita em 2004), a Lituânia (Dalia Grybauskaite, em funções desde 2009), a Costa Rica (Laura Chinchila, eleita em 2010) e a Suiça, onde a presidência da Confederação é renovada todos os anos e, neste 1 de Janeiro de 2011,a socialista Micheline Calmy-Rey sucede a Doris Leuthard.
No Brasil,ainda,As mulheres estudam mais e são responsáveis financeiramente por um número cada vez maior de lares. Apesar disso, os institutos de pesquisa do país mostram que elas ainda ocupam menos postos que os homens e têm salários mais baixos, mesmo quando desempenham a mesma função. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a participação da mulher na População Economicamente Ativa (PEA) aumentou 2,5%, em 2003, contra 1,6% dos homens. A taxa de atividade feminina no mercado de trabalho, porém, permaneceu inferior à masculina, 50,7% contra 72,9%.
Pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) realizada na Grande São Paulo, mostrou que a taxa de participação das filhas no mercado de trabalho cresceu 2,5% em 2004, passando de 53,3% do total do segmento para 54,6%. As esposas aumentaram em 0,7% sua participação, passando de 55,4% para 55,8%, mas a participação das chefes de família diminuiu 1,1%, passando de 60,3% para 59,6%.Sem contar a participação feminina no trabalho informal no país.
Isso tudo,sem entrarmos muito no mérito do mundo oriental,onde as mulheres são a pária da sociedade,sem direitos e voz alguma, e onde esse momento da democracia brasileira é algo muito distante,o que constato com muita infelicidade.
Por tudo isso, e por muito mais, se reflexionarmos melhor,esse é um dia muito importante à nação brasileira, e isso não é um discurso feminista,mas sim pensamentos de cunho humanista.

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